 Mas na despedida das Eliminatórias sul-americanas contra Venezuela,
os pentacampeões ganham um estímulo extra: o país pode ter sua melhor
campanha desde que foi implantada a fórmula dos pontos corridos na fase
classificatória.
A derrota do final de semana para a Bolívia na altitude de La Paz
deixou o Brasil com 33 pontos. A meta é superar os 34 do time comandado
por Carlos Alberto Parreira na edição anterior, que classificou o país
para a Copa do Mundo de 2006.
Na visão de Dunga, o Brasil demonstra competência em um torneio de
extremo equilíbrio. "Os cinco primeiros colocados nunca estiveram tão
próximos. Até o jogo passado, eram oito países disputando as vagas. As seleções aprenderam, deram estrutura aos seus profissionais para trabalhar", avalia o técnico da equipe pentacampeã mundial.
O Brasil parece estar totalmente adaptado à sequência de 18 jogos do
novo formato da competição. O sofrimento aconteceu apenas nas
Eliminatórias do Mundial de 2002. A equipe de Luiz Felipe Scolari
carimbou seu passaporte só na última rodada ao vencer a Venezuela,
terminando na terceira colocação, com 30 pontos.
"Mas a atual edição das Eliminatórias (para a África do Sul) também
foi complicada. Felizmente nós conseguimos a vaga antecipada. Era o que
tínhamos programado, saiu tudo dentro do que queríamos", pondera Dunga,
sem esconder o alívio.
A melhor campanha da história das Eliminatórias de pontos corridos
pertence aos argentinos. Na caminhada da Copa da Coréia do Sul e do
Japão, os hermanos somaram incríveis 43 pontos, bem acima da atual campanha, que pode até deixar o país fora da África do Sul-2010.
Na quarta-feira, o Brasil depende apenas de suas forças para
terminar as Eliminatórias de 2010 em primeiro lugar. Basta vencer a
Venezuela no estádio Pedro Pedrossian, em Campo Grande, já que o saldo
de gols brasileiro é extremamente superior ao do Paraguai (22 contra
10). |